A LUTA NÃO PÁRA AQUI - DIVULGUEM...
CONPANHEIRO(A), ACREDITE SE QUISER, MAS EXISTEM MILHARES DE GUARDAS
MUNICIPAIS POR TODO O BRASIL QUE NÃO TEM CIÊNCIA DESTE DOCUMENTO,
POR ISSO FICAM DEITADOS EM BERÇO EXPLÊNDIDO ACHANDO QUE A
SITUAÇÃO DAS GUARDAS VÃO MUDAR SEM QUE HAJA LUTA...POR FAVOR DIVULGUE
PARA QUE TODOS SAIBAM DA VERDADEIRA REALIDADE...ABRAÇOS, NAVAL, SEGUE
>>>>>>>>Diretriz da Polícia Militar contra as Guardas Municipais
PMESP-DIRETRIZ NºPM3-001/02/01.
RESERVADO DA PM DESESTIMULA INVESTIMENTOS NAS GMs
SÃO PAULO-SP
181000]an01
GUARDAS MUNICIPAIS
PMESP
Cmdo.Geral DIRETRIZ Nº PM3-001/02/01
Ref Dtz Nº Scmt/PM-APOOp-001/2/92,de 11Abr92.
1.FINALIDADE
Padronizar os procedimentos das OPM em relação ás guardas municipais existentes,bem
como aqueles a serem adotados junto ao poder público municipal nos municípios em que
houver pretensão de criação dessas instituições e outras providências a serem adotadas para
desestimular iniciativas nesse sentido
2.SITUAÇÃO
a. a Polícia Militar tem,cometidas pela Constituição Federal,as responsabilidades pela Polícia
Ostensiva e pela Preservação da Ordem Pública ,ambas indelegáveis ;
b.a situação social e a carência de serviços reinantes no panorama brasileiro contribuem para
formar um caldo nutritivo em que a criminalidade e a violência ambiente para seu
recrudescimento ,tornando,por esse motivo,a atividade de Polícia Ostensiva complexa e
incessantemente exigida;
c.sendo a Polícia Militar incumbida dessa atividade,ela vê-se continuamente cobrada e
responsabilizada pela segurança pública como um todo ,mesmo em setores que,ainda que
diretamente vinculados á segurança ,são de competência de outros órgãos;
d.nesse contexto ,não são poucos os que buscam soluções várias para os problemas ligados
a essa
área ,surgindo situações contrárias ao estabelecimento na Lei e conflitivas para as instituições
públicas;
e.dentre esses,encontramos segmentos municipalistas ,com liderança político-partidária,que
têm apregoado a necessidade de criar guardas municipais ,com o objetivo de agir como órgão
de segurança pública num aspecto mais amplo do que os limites legais a elas
cometidos,criando a falsa idéia de que a solução para o problema esta nesse campo; f.a
Corporação Policial-Militar,co
em franco processo de expansão e cujas ações tem o condão de angariar um alto índice de
credibilidade e aceitabilidade da polícia por parte da população,apresenta-se como a ação
mais eficaz para redução da criminalidade a médio e longo prazo ,fato sobejamente
comprovado por diversas experiências no exterior e também no País,sendo por tanto um dos
caminhos mais viáveis para o desincentivo á criação de guardas municipais,tanto pela sua
desnecessidade como pelo engajamento dos membros da comunidade em ações proativas de
segurança pública;
j.lembra-se,supletivamente á prestação de serviço de qualidade ,que a criação de uma guarda
municipal envolve custos altíssimos,não somente relacionados aos equipamentos e
armamentos ,mas principalmente aqueles que dizem respeito aos recursos humanos,cujo
estipêndio sempre onera extraordinariamente os cofres públicos; l.desse modo,mais
conveniente é que,em havendo a disposição por parte do poder público municipal de criar uma
guarda,que ele seja estimulado a conveniar-se com a Polícia Militar ou assinar Termos de
Cooperação com ela,de modo a garantir á Corporação condições mais adequadas de
trabalho,equipamentos que porventura lhe faltem ou permitam produtividade acentuada(dentre
os quais citam-se armas,viaturas,combustível sistema de posicionamento globalGPS,coletes ,fardamento etc.)ou incentivos salariais(pró-iabore,por exemplo),que fomentam a
diminuição de claros e o alistamento regional,e outras formas de cooperação,só limitadas pela
criatividade do comandante ,desde qu! e devidamente inseridas em um contexto legal,e com
isso,atingindo os objetivos inicialmente buscados em outro órgão cuja amplitude de ação é
reduzida;
m.a impossibilidade de evitar-se a criação de uma guarda municipal,porém,a ação coordenada
da Polícia Militar com esta certamente cria uma situação potencialmente favorável á obtenção
de um grau de segurança pública mais elevado e perceptível e isso se dá em razão da
ocupação dos espaços adequada e planejadamente ,com cada corporação executando tarefas
e atividades inseridas no seu rol de atribuições,sem sobreposições desnecessárias e
ilegais,beneficiando a comunidade como um todo;
n.é certo,porém,que a Polícia Militar ,mesmo em razão de possíveis lacunas existentes em sua
prestação de serviços,diante da existência de uma guarda municipal,não pode deixar de agir
dissuasoriamente para que estas não extrapolem o âmbito de suas atribuições,sponti sua ou
motivada por outros órgãos com interesses escusos,sendo esta responsabilidade do
comandante da OPM em cuja área esta abrangido o município a que esse organismo
pertence. 3.OBJETIVOS
a.aperfeiçoar a prestação de serviços da Polícia Militar nos diversos municípios dos Estados,
de modo que a atender aos anseios da comunidade ,incentivando,dessa forma,o poder público
municipal a colaborar com a Corporação ,onde não existem guardas municipais ou ocupar os
espaços de competência da Corporação,evitando que haja movimentos de qualquer ordem
para que essas organizações extrapolem suas atribuições onde já tenham sido criadas;
b.orientar os comandantes de OPM a adotar medidas que tornem desnecessária a criação de
guardas municipais,bem como fornece-lhes instruções básicas sobre ações
dissuasórias,quando houver invasão de competência ;
c.estimular os comandantes de OPM e predispor o poder público municipal á celebração de
convênios com o Governo do Estado ou Termos de Cooperação com a Polícia Militar ,a fim de
proporcionar melhorias á prestação de serviços de Corporação nos municípios em que se
derem;
d.enfatizar a importância da Polícia Comunitária para a diminuição da criminalidade e fomento
da credibilidade da comunidade e sua cooperação com a Polícia Militar;
e.buscar o atendimento com as guardas municipais já existentes por meio da aproximação
com seus comandos e coordenação de ações,pautando-as invariavelmente na estrita esfera
de competência de cada órgão,em caráter complementar,potencializando,assim,a prestação
de serviços e atendimento á comunidade,bem como evitando que haja conflitos de qualquer
espécie;
f.estabelecer forma de acompanhamento das guardas municipais existentes a ser aproveitado
pelo Cmdo.
G no planejamento estratégico da Corporação.
4.PREMISSAS
a.a segurança pública é dever do Estado,mas direito e responsabilidade de todos e exercida
por intermédio de diversos órgãos,descritos pela Constituição Federal no caput do artigo
144,dentre eles a Polícia Militar,a quem incumbe a Polícia Ostensiva e a Preservação da
Ordem Pública; b.neste mesmo artigo ,no seu§ 8º,abre-se aos municípios a permissão para
que constituam guardas municipais ,destinadas á proteção de seus bens,serviços e
instalações,conforme de ser disposto em lei,a ser,ainda editada;
c.é patente,pois,que a Polícia Militar tem uma competência ampla e abrangente ,pois que deve
responsabilizar-se por uma atividade de policia ,a Ostensiva ou de caráter administrativo,e por
uma situação,a Ordem Pública,cuja abrangência conceitual até os mais esmerados e hábeis
administrativistas tremem para definir;
d.Já o mesmo não ocorre com as guardas municipais,que têm sua competência restrita
àqueles bens,serviços e instalações do município,e,bem por isso,não há que se tratar de
possibilidade da extensão de sua competência além desses limites ferir a Carta Magna;
e.não há que se entender os termos bens,serviços e instalações pela sua conotação jurídica
mais ampliada,pois tal raciocínio não acompanha o do legislador
constitucional,senão,vejamos:
1)conforme o mestre Hely Lopes Meirelles :
“..................................
Classificação- No nosso sistema administrativo os bens podem ser federais,estaduais ou
municipais...
Segundo a destinação,o Código Civil reparte os bens públicos em três Categorias: I- os de uso
comum do povo(mares,rios,estradas,ruas e praças); II- os de uso especial,tais como os
edifícios ou terrenos aplicados a serviço ou estabelecimento federal,estadual ou municipal,III –
os dominiais,isto é,os que constituem o patrimônio disponível,como objeto de direito pessoal
ou real (artigo 66)
(...)Com maior rigor técnico,tais bens são reciassificados,para efeitos administrativos,em bens
do domínio público (os da primeira categoria: de uso comum do povo),bens patrimoniais
indisponíveis (os da segunda categoria:de uso especial),e bens patrimoniais disponíveis (os da
terceira e última categoria: dominiais) (...)....................................Bens de uso comum do povo
ou de domínio público: como exemplifica a própria lei,são os mares ,praias,rios,estradas,ruas e
praças.Enfim todos os locais abertos á utilização pública adquirem esse caráter de
comunidade de uso coletivo,de fruição própria do povo(...)
Bens de uso especial ou do patrimônio administrativo :são os que se destinam especialmente
á execução dos serviços públicos e,por isso mesmo,são considerados instrumentos desses
serviços;não integram propriamente a Administração,mas constituem o aparelho administrativo
,tais como os edifícios das repartições públicas,os terrenos aplicados aos serviços públicos,os
veículos de administração (...)
Tais bens têm uma finalidade pública permanente,são também chamados bens patrimoniais
indisponíveis.
Bens dominiais ou do patrimônio disponível: são aqueles que,embora integrando o domínio
público como os demais,deles diferem pela possibilidade sempre presente de serem
utilizados ,em qualquer fim,ou mesmo,alienados pela Administração,se assim o desejar (...)
...............................................................................................”
(g.n).(Hely L.Malheiros “Direito Administrativo Brasileiro”,pág. 429-431,18
ed,1993,Malheiros,SP,Br).
2) não está correta a interpretação extensiva do termo bens,no tocante á guarda municipal
pois,se assim fosse,os constituintes não teriam grafados o § do artigo 144 da Constituição
Federal como está,isto é,”Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas á
proteção de seus bens,serviços e instalações,conforme dispuser a lei” e sim que seriam
destinadas á proteção dos bens públicos no seu âmbito etc...;
3) a razão para isso é que,para a proteção,geral e abrangente,dos bens públicos,já fora
colocada a Polícia Militar,a quem compete a Polícia Ostensiva e a Preservação da Ordem
Pública,competências realmente abrangentes; 4)esse entendimento é corroborado pelo
eminente constitucionalista José Afonso da Silva (in Curso de Direito Constitucional Positivo,5º
edição,São Paulo,Revista dos Tribunais,1989,p. 652), o qual afirma”Os Constitucionalistas
recusaram várias propostas no sentido de instituir alguma forma de polícia municipal.Com
isso,os Municípios não ficaram com nenhuma responsabilidade pela segurança
pública.Ficaram com a responsabilidade por ela na medida em que sendo entidade estatal não
pode eximir-se de ajuda aos Estados no cumprimento dessa função.Contudo,não se lhes
autorizou a instituição de órgão policial de segurança e menos ainda de polícia judiciária”;
5)O mesmo faz Toshio Mukai (in Administração Pública na Constituição de 1988,São
Paulo,Saraiva,1989,p. 42),declarando que”Os municípios, ainda,de acordo com outras
disposições esparsas da Constituição,poderão constituir guardas municipais destinadas á
proteção de seus bens,serviços e instalações,conforme dispuser a lei (art.144 § 8).Portanto,o
Municipio não pode ter guarda que substitua as atribuições da Policia Militar,que só pode ser
constituída pelos Estados,Distrito Federal e Territórios (art. 144,§ 6).”,e
6) desse modo, o entendimento que é emprestado á Constituição Federal,no que se refere aos
bens que a guarda municipal dever proteger excetua os de uso público,vez que para a
proteção e segurança destes deixou a Polícia Militar incumbida.
Foi .a Medida Provisória Nº 2045,de 28 de julho de 2000,que trata da instituição do Fundo
Nacional de Segurança Pública,trazendo em seu bojo o incentivo financeiro a projetos voltados
ao treinamento de guardas municipais,inclusive,bem como recursos apenas aos municípios
que possuem guarda municipal,reflete tendência ainda ilegal,visto contrariar os princípios
constitucionais ao ligar as guardas municipais a um contexto de segurança pública trazendo
em seu bojo o incentivo financeiro a projetos voltados ao treinamento de guardas
municipais,inclusive,bem como recursos apenas aos municípios que possuem guarda
municipal,reflete tendência ainda ilegal,visto contrariar os princípios constitucionais ao ligar as
guardas municipais a um contexto de segurança pública muito mais amplo do que o legislador
lhes concedeu ,e tecnicamente não recomendável para a experiência brasileira,que não
pode,por esses mesmos motivos,ser apoiada ou defendida pela Corporação enquanto
instituição policia! l.
5.EXECUÇÃO
a.Conceito da Operação
As medidas a serem adotadas e implementadas pelos Comandantes de OPM são amplas
e,para fins didáticos,podem ser agrupadas em blocos,segundo sua natureza,a saber:
1)medidas de natureza política :
a)contatar prefeitos,vereadores e lideranças políticas do município,buscando ampliar e
aperfeiçoar o relacionamento entre estes e a Polícia Militar,angariando o seu apoio e
participação nas ações de segurança pública,por meio da Polícia Comunitária,de parcerias,de
convênios,quando for o caso,ou termos de cooperação;
b)diligenciar junto aos órgãos de segurança pública sediados no município bem como junto
aqueles que são relacionados com esta atividade,por participarem do ciclo da persecução
criminal a fim de ampliar seu envolvimento com as questões de segurança,no que lhes diz
respeito,empenhando a comunidade nesse esforço,pela legitimidade que esta empresta ás
reivindicações desta natureza;
c)facilitar o engajamento das Prefeituras Municipais no alistamento regionalizado de policiais
militares,a fim de,paulatinamente,suprir a defasagem de efetivo para o policiamento ostensivo ;
d)acompanhar o processo político e legislativo do município,visando adotar as medidas
capazes de desestimular a criação de guardas municipais e, quando estas já existirem,no
sentido de evitar seja-lhes cometida qualquer atividade que extrapole o limite constitucional;
e)desestimular a aplicação,em órgãos municipais, de denominações que se refiram á
segurança pública ou polícia,tais como”secretaria municipal de segurança pública “ e
congêneres,,que acabam por ensejar o falso entendimento que este tipo de órgão tem funções
diretamente ligadas atividades privadas do Estado,gerando incertezas e confusão nas pessoas
quanto ao papel de cada órgão ou esfera de governo; e
f)fornecer aos meios de comunicação os esclarecimentos necessários quanto ao limite
constitucional de guardas municipais,bem como sobre a relação custo/beneficio, em função
desses limites,assim como as alternativas mais viáveis(convênios,termos de cooperação etc.)á
essas instituições ,mormente aos municípios menores do Estado.
2)medidas de natureza administrativo-operacional:
a)intensificar o policiamento ostensivo com recursos humanos e materiais de forma a otimizar
a segurança pública e a preservação da ordem,adequando-os á realidade do
município,buscando,de acordo com a política do Cmdo G e do Governo Estadual,ampliar a
participação comunitária,por meio de parcerias,conjugação de esforços,indicação de
necessidades e outras formas recomendadas pela Policia Comunitária;
b)acompanhar,proximamente,as guardas municipais,principalmente no que tange á sua
competencia especifica,e desde que estejam direcionadas aos seus fins
constitucionais,fornecer sempre que possível auxilio para que exerçam suas atividades
colaborando no que for da competência da Polícia Militar e do comando local para esse
fim;caso contrario ,reunir documentos comprobatórios dos fatos que caracterizem extrapolação
dos parâmetros fixados pela lei, para fins da adoção de medidas judiciais locais e institucionais
,quando a via política não der resultado;
c)buscar compatibilizar os planejamentos operacionais ,escalas de serviço e outros aspectos
operacionais com a guarda municipal,de maneira a evitar sobreposição de
esforços,potencializar os recursos e permitir pronto apoio aos guardas quando ocorrência
relativa á segurança pública; d)buscar conectar os sistemas de comunicação operacional entre
a Polícia Militar e a guarda municipal,preferencialmente por linha direta ou privada de maneira
a permitir que haja contato rápido e eficaz entre as redes-rádio,que possibilite o mutuo apoio
quando necessário e;
e)colaborar,quando solicitado e houver recursos ou,ainda em atenção a termo a
cooperação,na instrução dos componentes da guarda municipal,enfatizando,sempre a direção
constitucional dada ao desempenho da missão do guarda civil,não permitindo qualquer tipo de
conivência ou colaboração,caso constatado desvio de finalidade da organização municipal.
3)medidas de natureza jurídica:
a)caso se esgotem os meios pacíficos de coesão e cooperação entre o município,por
intermédio de sua guarda municipal,e a Polícia Militar e,em havendo o desvio
de competência,devem ser adotadas as medidas necessárias para promover representação
junto ao Ministério Público contra aqueles atos praticados que excedam sua competência
constitucional,juntando os documentos comprobatórios,de acordo com as orientações
distribuídas pela DAM;
b)no caso de edição de normas municipais (lei orgânica ,lei,decreto etc.)
que extrapolem o previsto na Constituição Federal,adotar as medidas para ingresso de ação
direita de inconstitucionalidade,que pode,que pode ser iniciada mediante representação nos
termos do Art 90 da Constituição do Estado de São Paulo;e
c)em qualquer caso ,o Cmdo G,por intermédio da Diretoria de Assuntos Municipais e
Comunitários –DAMCo,sempre deve ser completa e constantemente mantido informado das
medidas adotadas e da seqüência do processo.
b)Atribuições Particulares
1)Departamento de Policia Comunitária e Direitos Humanos(DPCDH)
Apoiar os comandos locais nas ações de Policia Comunitária,incentivando as medidas que
reforcem esse vinculo com a comunidade e orientado sobre os procedimentos a serem
adotados para esse fim.
BUSCAR JUSTIÇA EM BENEFICIO DOS DIREITOS DA CATEGORIA ATRAVÉS DE DENUNCIAS SOBRE IRREGULARIDADES COMETIDAS PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
PELOS NOSSOS DIREITOS! HOJE MUITOS ESTÃO TRABALHANDO, MAS AMANHÃ, PODERÃO ESTAR APOSENTADOS. A LUTA
sábado, 9 de março de 2019
sexta-feira, 8 de março de 2019
Integração da GCMfron e forças de segurança de Ponta Porã inspira outras guardas municipais
Três agentes da GCMFRon também estão trabalhando em regime de escala, no 1º DP auxiliando a Polícia Civil na confecção de Boletins de Ocorrências
07/03/2019 15h20 - DN
A Guarda Civil Municipal de Fronteira (GCMFRon) está atuando diariamente na escolta e guarda de presos, em integração com a Polícia Civil e Polícia Militar, durante a condução dos mesmos para exames ou internação no Hospital Regional de Ponta Porã, exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e condução dos mesmos para o presídio Ricardo Brandão.
Com esse procedimento, agentes do efetivo de Policiais Militares podem se dedicar com maior eficiência no atendimento de outras ocorrências por toda a cidade, além de se evitar a possibilidade de fugas, resgate ou execução de presos por grupos rivais. Durante o período em que o preso permanece internado na unidade de saúde para tratamento ou quando precisa passar por procedimentos de Exames de Corpo Delito, o custodiado é levado imediatamente pela guarnição até a unidade do Instituto Médico Legal (IML).PUBLICIDADE
Para atendimento e consultas ou internação no Hospital Regional, conforme previsto na Lei das Execuções Penais, no período de outubro a dezembro de 2018, vinte e quatro (24) detentos foram escoltados pela GCMFron. E de janeiro a março do corrente ano de 2019, setenta e oito (78) detentos foram escoltados. Desde o inicio das escoltas com a Polícia Civil, cento e dois (102) detentos já foram conduzidos em escolta pela GCMFron .
quarta-feira, 6 de março de 2019
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Discurso - Vereador Jones Moura -
O SR. JONES MOURA – Obrigado, Presidente.
Presidente e toda nossa Casa Legislativa da Cidade do Rio de Janeiro, o que me traz aqui, hoje, são as declarações de Sérgio Cabral, dadas a toda imprensa, a toda a população do Estado do Rio de Janeiro e também a toda nação brasileira. O que Sérgio Cabral fez conosco foi um crime sem precedentes, do qual jamais vamos nos esquecer quando falamos de roubo e de corrupção no nosso Brasil.
Sérgio Cabral se diz aliviado. Enfim, está agora podendo descansar na sua cela com muita tranquilidade, porque está aliviado, mas não aqueles que morreram nos hospitais públicos por falta de estrutura, logística e medicamentos! Como dizer para aqueles familiares, que assistiram a seus entes queridos morrerem, que eles também podem ficar aliviados? Como dizer isso aos policiais que morreram por falta de estrutura, logística, equipamentos e viaturas? Ele destruiu a Polícia Militar e a Polícia Civil e o Departamento Geral de Ações Socioeducativas, destruiu o Sistema Penitenciário. Como dizer a essas pessoas que elas também poderão ficar aliviadas?
Pedi a minha assessoria para que colocasse aqui alguns pontos de desastre e pontos de impacto com a sociedade. Servidores estaduais receberam salários atrasados durante 16 meses seguidos, entre 2017 e 2018. No dia 12 de janeiro do ano passado, Pezão emitiu uma nota a imprensa dizendo: “peço desculpas aos servidores pelos transtornos causados”. Pezão, você era conivente, fazia parte da quadrilha! Seu pedido de desculpas provavelmente deve aliviar um pouco, não é? Tivemos relatos de que alguns servidores se suicidaram, outros tiveram problemas cardíacos, outros morreram, sofreram problemas psicológicos, estão pela psiquiatria.
Olha aqui outra nota: “professores estaduais fizeram greve em 2013, 2014, 2016”, sendo que em 2016 foram cinco meses seguidos, e olha que ainda tiveram seus salários descontados. Falta de dignidade!
Estou falando aqui da Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro. Tenho certeza de que muitos moradores do Estado do Rio de Janeiro, inclusive de todo o Brasil, gostariam de ter a oportunidade de ter voz nessa hora e de falar para quem escute. Quero aqui poder fazer isso, Presidente. Quero aqui poder falar da Tribuna e ir aos jornais e televisão para poder ser a voz das pessoas que sofreram e morreram nas mãos desse miserável e corrupto que tivemos no Estado do Rio de Janeiro, talvez um dos maiores de todo o Brasil.
Minha irmã é professora de Português e Literatura. Estudou com muita dificuldade pagando sua faculdade, é intelectualizada, dá aulas para crianças e adolescentes no Estado, ganha um salário de R$ 1.179,00 – há seis anos, há seis anos que ela percebe esse salário!
No início de 2018, cerca da metade das viaturas da Polícia Militar estava sucateada ou parada.
Em 2012, os bombeiros fizeram greve por aumento salarial, e 13 deles foram expulsos pelo desespero em que se encontravam, nas suas condições trabalhistas e pelas suas famílias, bombeiros que em 2013 também se incorporaram a esse manifesto – policiais civis, agentes do DEGASE e da SEAP.
Olhem outro relato: No final de 2017, no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Zona Norte, a situação estava tão grave que uma paciente morreu na fila de espera por uma tomografia. Ela ficou internada 36 dias e não tinha uma tomografia – e morreu! Só que tem um detalhe: eu estou falando aqui de um caso. Quantos mais existem?
Eu não sei, Presidente, nós vamos colocar esses vídeos em que nós estamos aqui não somente desabafando, mas também cobrando de entidades que deveriam fiscalizar. Onde estavam essas entidades por 11 anos? Porque, desde 2008, havia essas roubalheiras no Estado do Rio de Janeiro. Onde estavam Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, os deputados estaduais? Será possível que não chegou uma denúncia a ser investigada? Esse homem cruel era mágico, sucateando, saqueando o Estado, e ninguém percebia nada disso.
Em julho de 2017, o cabo da Polícia Militar – olhem aí a família, este vídeo vai chegar circulando por aí, o Policial Militar Bruno Santos morreu trocando tiros com bandidos, só que seu fuzil falhava, não funcionava. Busquem essas informações nas redes sociais, ele morreu com um tiro na cabeça.
Aí, eu volto ao início do meu discurso aqui, que Sérgio Cabral se diz aliviado. Agora, para ele está tudo bem, mas não está tudo bem para esse policial que morreu e familiares dele, não está tudo bem para a população que assistiu os seus entes queridos morrerem no hospital porque não tinha recursos, não está tudo bem para uma sociedade que paga um dos mais altos impostos do mundo e não consegue colocar pão dentro de casa, educar seus filhos.
Nós temos greve de professores, sucateamento das escolas, e de 2007 para cá, 11 anos se passaram. E aí, eu digo que, hoje, nós temos uma herança maldita, uma herança de uma sociedade que não tem condições, esses jovens, que antes eram crianças e hoje adultos, de tentarem um vestibular numa faculdade, de tentarem um concurso público para terem dignidade, porque nós temos uma sociedade arrebentada e vítima do legado desse homem cruel, corrupto, bandido, miserável, que era Sérgio Cabral – mas tem mais, Presidente, porque não era só Sérgio Cabral não. Ele começou a vomitar nomes, e aí começou a falar nomes de muita gente envolvida, que fazia parte dessa quadrilha.
Então, na minha visão, ele falou 1% dos nomes, porque um camarada que não era mágico conseguir roubar o que roubou! Só para o exterior enviou R$ 100 milhões, sem ninguém saber?! Deveria ter a conivência de, pelo menos, umas 800 pessoas! Sérgio Cabral precisa dar os nomes, e sabe para que dar os nomes? Não é para que nós venhamos a ficar aliviados, porque tem gente que vai pagar pena, porque a pena de reclusão, a pena de encarceramento é pouco para quem mata pessoas como ele matou, que poderíamos, quem sabe, comprar a Mussolini e a Hitler.
Nós precisamos conseguir resgatar esses haveres para os cofres do Estado do Rio de Janeiro. Eu gostaria de poder ouvir do filho de Sérgio Cabral algumas palavras do tipo: “População, eu quero, Ministério Público e Justiça, devolver os bens da minha família, porque são frutos do roubo e da morte de muita gente”. Eu gostaria de ouvir da esposa de Sérgio Cabral: “Família, nossas mansões, casas de praia, carros importados, as joias, que tiveram envolvimento da empresa H. Stern, os quadros, vamos devolver”. É isso que pode deixar a população aliviada. Dá os nomes, Sérgio Cabral, porque é dando os nomes que a Justiça vai conseguir trazer de volta o dinheiro da nossa sociedade.
Pedi à minha assessoria também para levantar rapidamente alguns dados. Peço perdão, porque devem ter infinitos números que jamais vamos conseguir entender como trazer de volta para nossa sociedade. Cabral roubava desde 2008 e tinha US$ 100 milhões em contas no exterior. Eike Batista teria pagado US$ 16 milhões em caixa 2. Cabral tirava 3% das licitações da Secretaria de Saúde, e o ex-secretário Sérgio Cortes ficava com 2%. Ele vomitou que todas as empreiteiras fraudaram licitações.
Presidente, para superfaturar os valores, nós da sociedade, que pagamos altos impostos, poderíamos ter pagado R$ 500 milhões numa obra, mas pagamos R$ 1,5 bilhão, pagamos R$ 2 bilhões, porque era necessário saquear o estado para que a família de Sérgio Cabral ficasse bem. A campanha de 2014 de Pezão custou R$ 400 milhões, mas ele só declarou R$ 45 milhões; foram R$ 355 milhões em caixa 2. Pezão recebia propina mensal de R$ 150 mil e também 1% de todos os contratos da Secretaria de Obras. Eduardo Paes recebeu R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por meio de caixa 2. Então me vem uma declaração de Pezão, dizendo: “Não, a Eduardo Paes eu dei R$ 80 milhões. Eu dei R$ 80 milhões, eu tinha lá, guardado na gaveta”. Aí ele pegou e usou para a campanha. “Mas Eduardo Paes não pegou dinheiro de propina, não. Fui eu que dei R$ 80 milhões, está tranquilo.”
Eu fico conjecturando, Presidente, porque é uma cena que o povo brasileiro tem que rir ou desistir de ser brasileiro. Eu fico conjecturando essa conversa: “Eduardo Paes, toma aqui R$ 80 milhões. Mas não é de corrupção, não. É do meu salário, que eu sou governador, ganho bem. Aqui R$ 80 milhões, porque você é um cara bonito, bacana, simpático. Toma aí R$ 80 milhões”. E Eduardo Paes deve ter olhado e falado: “Opa, que bacana! Não é de corrupção, não, me dá aqui, tudo bem”. Aí a declaração mais lavada que existe em nota: “Minhas contas foram declaradas legais”.
Para começar a concluir, Presidente, Sérgio Cabral recebeu mais de R$ 30 milhões de propina e caixa 2 do empresário Artur Soares, o famoso rei Artur, e as empresas dele foram as principais fornecedoras do Governo do Estado do Rio de Janeiro na gestão Cabral.
Isso tudo aqui que nós levantamos, Presidente, foi possível levantar em alguns minutos. Por isso, Presidente, encerro dizendo que o povo brasileiro, quando usou a internet para se unir e se mobilizar foi por acreditar em mudanças no nosso Brasil, acreditar em mudanças na nossa política. Eu fico imaginando que o Estado do Rio de Janeiro deve ser o estado mais poderoso do mundo. Mesmo com tantos bandidos, tantos ladrões – e olhe que nem montei um trabalho para falar de Picciani e Eduardo Cunha –, o Estado, para ter tantos saqueadores, ainda tem um povo que acredita. Ainda tem um povo que vota. Ainda tem um povo que tem esperança.
E esse povo elegeu um governador como Wilson Witzel; para o qual eu olho, hoje, e digo: Meu Deus! O que será desse homem para tirar um estado que está enterrado a sete palmos debaixo da terra? O que será de nós, população do Estado do Rio de Janeiro?
Eu encerro, Presidente, dizendo que nós, classe política, devemos usar a nossa voz e as nossas bancadas para que no Congresso Nacional, Senado e Câmara dos Deputados debatam o sistema anticorrupção.
Nós não queremos mais assistir ao que assistimos. Nós não queremos mais que as nossas famílias e a nossa sociedade paguem o preço pela omissão e o descaso que nós, políticos e fiscais, temos que ter com a nossa sociedade em cima dos corruptos.
E fica nas mãos de Deus a esperança de que se encontrem pelo menos 10% de todos os bens desses saqueadores, bandidos miseráveis do nosso estado, para que o a gente consiga ver algo de retorno.
E que a gente não veja mais policiais morrendo, população morrendo pelos assaltos, estupros e violência; professores fazendo greve e a saúde destruída a cada dia. Que possamos ver, finalmente, um estado que mostre que nós somos uma população unida e merecedora de todas as bênçãos de Deus, porque ainda estamos vivos aqui.
Está nas mãos de Deus o Governo do Estado do Rio de Janeiro!
Muito obrigado, Presidente.
Presidente e toda nossa Casa Legislativa da Cidade do Rio de Janeiro, o que me traz aqui, hoje, são as declarações de Sérgio Cabral, dadas a toda imprensa, a toda a população do Estado do Rio de Janeiro e também a toda nação brasileira. O que Sérgio Cabral fez conosco foi um crime sem precedentes, do qual jamais vamos nos esquecer quando falamos de roubo e de corrupção no nosso Brasil.
Sérgio Cabral se diz aliviado. Enfim, está agora podendo descansar na sua cela com muita tranquilidade, porque está aliviado, mas não aqueles que morreram nos hospitais públicos por falta de estrutura, logística e medicamentos! Como dizer para aqueles familiares, que assistiram a seus entes queridos morrerem, que eles também podem ficar aliviados? Como dizer isso aos policiais que morreram por falta de estrutura, logística, equipamentos e viaturas? Ele destruiu a Polícia Militar e a Polícia Civil e o Departamento Geral de Ações Socioeducativas, destruiu o Sistema Penitenciário. Como dizer a essas pessoas que elas também poderão ficar aliviadas?
Pedi a minha assessoria para que colocasse aqui alguns pontos de desastre e pontos de impacto com a sociedade. Servidores estaduais receberam salários atrasados durante 16 meses seguidos, entre 2017 e 2018. No dia 12 de janeiro do ano passado, Pezão emitiu uma nota a imprensa dizendo: “peço desculpas aos servidores pelos transtornos causados”. Pezão, você era conivente, fazia parte da quadrilha! Seu pedido de desculpas provavelmente deve aliviar um pouco, não é? Tivemos relatos de que alguns servidores se suicidaram, outros tiveram problemas cardíacos, outros morreram, sofreram problemas psicológicos, estão pela psiquiatria.
Olha aqui outra nota: “professores estaduais fizeram greve em 2013, 2014, 2016”, sendo que em 2016 foram cinco meses seguidos, e olha que ainda tiveram seus salários descontados. Falta de dignidade!
Estou falando aqui da Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro. Tenho certeza de que muitos moradores do Estado do Rio de Janeiro, inclusive de todo o Brasil, gostariam de ter a oportunidade de ter voz nessa hora e de falar para quem escute. Quero aqui poder fazer isso, Presidente. Quero aqui poder falar da Tribuna e ir aos jornais e televisão para poder ser a voz das pessoas que sofreram e morreram nas mãos desse miserável e corrupto que tivemos no Estado do Rio de Janeiro, talvez um dos maiores de todo o Brasil.
Minha irmã é professora de Português e Literatura. Estudou com muita dificuldade pagando sua faculdade, é intelectualizada, dá aulas para crianças e adolescentes no Estado, ganha um salário de R$ 1.179,00 – há seis anos, há seis anos que ela percebe esse salário!
No início de 2018, cerca da metade das viaturas da Polícia Militar estava sucateada ou parada.
Em 2012, os bombeiros fizeram greve por aumento salarial, e 13 deles foram expulsos pelo desespero em que se encontravam, nas suas condições trabalhistas e pelas suas famílias, bombeiros que em 2013 também se incorporaram a esse manifesto – policiais civis, agentes do DEGASE e da SEAP.
Olhem outro relato: No final de 2017, no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Zona Norte, a situação estava tão grave que uma paciente morreu na fila de espera por uma tomografia. Ela ficou internada 36 dias e não tinha uma tomografia – e morreu! Só que tem um detalhe: eu estou falando aqui de um caso. Quantos mais existem?
Eu não sei, Presidente, nós vamos colocar esses vídeos em que nós estamos aqui não somente desabafando, mas também cobrando de entidades que deveriam fiscalizar. Onde estavam essas entidades por 11 anos? Porque, desde 2008, havia essas roubalheiras no Estado do Rio de Janeiro. Onde estavam Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, os deputados estaduais? Será possível que não chegou uma denúncia a ser investigada? Esse homem cruel era mágico, sucateando, saqueando o Estado, e ninguém percebia nada disso.
Em julho de 2017, o cabo da Polícia Militar – olhem aí a família, este vídeo vai chegar circulando por aí, o Policial Militar Bruno Santos morreu trocando tiros com bandidos, só que seu fuzil falhava, não funcionava. Busquem essas informações nas redes sociais, ele morreu com um tiro na cabeça.
Aí, eu volto ao início do meu discurso aqui, que Sérgio Cabral se diz aliviado. Agora, para ele está tudo bem, mas não está tudo bem para esse policial que morreu e familiares dele, não está tudo bem para a população que assistiu os seus entes queridos morrerem no hospital porque não tinha recursos, não está tudo bem para uma sociedade que paga um dos mais altos impostos do mundo e não consegue colocar pão dentro de casa, educar seus filhos.
Nós temos greve de professores, sucateamento das escolas, e de 2007 para cá, 11 anos se passaram. E aí, eu digo que, hoje, nós temos uma herança maldita, uma herança de uma sociedade que não tem condições, esses jovens, que antes eram crianças e hoje adultos, de tentarem um vestibular numa faculdade, de tentarem um concurso público para terem dignidade, porque nós temos uma sociedade arrebentada e vítima do legado desse homem cruel, corrupto, bandido, miserável, que era Sérgio Cabral – mas tem mais, Presidente, porque não era só Sérgio Cabral não. Ele começou a vomitar nomes, e aí começou a falar nomes de muita gente envolvida, que fazia parte dessa quadrilha.
Então, na minha visão, ele falou 1% dos nomes, porque um camarada que não era mágico conseguir roubar o que roubou! Só para o exterior enviou R$ 100 milhões, sem ninguém saber?! Deveria ter a conivência de, pelo menos, umas 800 pessoas! Sérgio Cabral precisa dar os nomes, e sabe para que dar os nomes? Não é para que nós venhamos a ficar aliviados, porque tem gente que vai pagar pena, porque a pena de reclusão, a pena de encarceramento é pouco para quem mata pessoas como ele matou, que poderíamos, quem sabe, comprar a Mussolini e a Hitler.
Nós precisamos conseguir resgatar esses haveres para os cofres do Estado do Rio de Janeiro. Eu gostaria de poder ouvir do filho de Sérgio Cabral algumas palavras do tipo: “População, eu quero, Ministério Público e Justiça, devolver os bens da minha família, porque são frutos do roubo e da morte de muita gente”. Eu gostaria de ouvir da esposa de Sérgio Cabral: “Família, nossas mansões, casas de praia, carros importados, as joias, que tiveram envolvimento da empresa H. Stern, os quadros, vamos devolver”. É isso que pode deixar a população aliviada. Dá os nomes, Sérgio Cabral, porque é dando os nomes que a Justiça vai conseguir trazer de volta o dinheiro da nossa sociedade.
Pedi à minha assessoria também para levantar rapidamente alguns dados. Peço perdão, porque devem ter infinitos números que jamais vamos conseguir entender como trazer de volta para nossa sociedade. Cabral roubava desde 2008 e tinha US$ 100 milhões em contas no exterior. Eike Batista teria pagado US$ 16 milhões em caixa 2. Cabral tirava 3% das licitações da Secretaria de Saúde, e o ex-secretário Sérgio Cortes ficava com 2%. Ele vomitou que todas as empreiteiras fraudaram licitações.
Presidente, para superfaturar os valores, nós da sociedade, que pagamos altos impostos, poderíamos ter pagado R$ 500 milhões numa obra, mas pagamos R$ 1,5 bilhão, pagamos R$ 2 bilhões, porque era necessário saquear o estado para que a família de Sérgio Cabral ficasse bem. A campanha de 2014 de Pezão custou R$ 400 milhões, mas ele só declarou R$ 45 milhões; foram R$ 355 milhões em caixa 2. Pezão recebia propina mensal de R$ 150 mil e também 1% de todos os contratos da Secretaria de Obras. Eduardo Paes recebeu R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por meio de caixa 2. Então me vem uma declaração de Pezão, dizendo: “Não, a Eduardo Paes eu dei R$ 80 milhões. Eu dei R$ 80 milhões, eu tinha lá, guardado na gaveta”. Aí ele pegou e usou para a campanha. “Mas Eduardo Paes não pegou dinheiro de propina, não. Fui eu que dei R$ 80 milhões, está tranquilo.”
Eu fico conjecturando, Presidente, porque é uma cena que o povo brasileiro tem que rir ou desistir de ser brasileiro. Eu fico conjecturando essa conversa: “Eduardo Paes, toma aqui R$ 80 milhões. Mas não é de corrupção, não. É do meu salário, que eu sou governador, ganho bem. Aqui R$ 80 milhões, porque você é um cara bonito, bacana, simpático. Toma aí R$ 80 milhões”. E Eduardo Paes deve ter olhado e falado: “Opa, que bacana! Não é de corrupção, não, me dá aqui, tudo bem”. Aí a declaração mais lavada que existe em nota: “Minhas contas foram declaradas legais”.
Para começar a concluir, Presidente, Sérgio Cabral recebeu mais de R$ 30 milhões de propina e caixa 2 do empresário Artur Soares, o famoso rei Artur, e as empresas dele foram as principais fornecedoras do Governo do Estado do Rio de Janeiro na gestão Cabral.
Isso tudo aqui que nós levantamos, Presidente, foi possível levantar em alguns minutos. Por isso, Presidente, encerro dizendo que o povo brasileiro, quando usou a internet para se unir e se mobilizar foi por acreditar em mudanças no nosso Brasil, acreditar em mudanças na nossa política. Eu fico imaginando que o Estado do Rio de Janeiro deve ser o estado mais poderoso do mundo. Mesmo com tantos bandidos, tantos ladrões – e olhe que nem montei um trabalho para falar de Picciani e Eduardo Cunha –, o Estado, para ter tantos saqueadores, ainda tem um povo que acredita. Ainda tem um povo que vota. Ainda tem um povo que tem esperança.
E esse povo elegeu um governador como Wilson Witzel; para o qual eu olho, hoje, e digo: Meu Deus! O que será desse homem para tirar um estado que está enterrado a sete palmos debaixo da terra? O que será de nós, população do Estado do Rio de Janeiro?
Eu encerro, Presidente, dizendo que nós, classe política, devemos usar a nossa voz e as nossas bancadas para que no Congresso Nacional, Senado e Câmara dos Deputados debatam o sistema anticorrupção.
Nós não queremos mais assistir ao que assistimos. Nós não queremos mais que as nossas famílias e a nossa sociedade paguem o preço pela omissão e o descaso que nós, políticos e fiscais, temos que ter com a nossa sociedade em cima dos corruptos.
E fica nas mãos de Deus a esperança de que se encontrem pelo menos 10% de todos os bens desses saqueadores, bandidos miseráveis do nosso estado, para que o a gente consiga ver algo de retorno.
E que a gente não veja mais policiais morrendo, população morrendo pelos assaltos, estupros e violência; professores fazendo greve e a saúde destruída a cada dia. Que possamos ver, finalmente, um estado que mostre que nós somos uma população unida e merecedora de todas as bênçãos de Deus, porque ainda estamos vivos aqui.
Está nas mãos de Deus o Governo do Estado do Rio de Janeiro!
Muito obrigado, Presidente.
sexta-feira, 1 de março de 2019
POLÍTICA NO RIO DE JANEIRO........ACORDOS X DIREITOS?....DISSE TUDO....
As relações entre o prefeito Marcelo Crivella (PRB) e a Câmara do Rio estão mais desfiadas que saia de melindrosa.
Desde que Crivella resolveu dar cada vez mais poderes ao supersecretário de Infraestrutura e Habitação, Sebastião Bruno, passou também a descumprir os acordos que tinha com os vereadores — até com alguns dos mais influentes da Casa.
Desregulados
Os primeiros a sentirem os efeitos da nova fase foram Júnior da Lucinha (MDB), Luiz Carlos Ramos Filho (Podemos) e Felipe Michel (PSDB).
Eles viram dispersar o trabalho de regularização fundiária que tinham implantado em conjunto com o Executivo.
Sem aviso
Depois, foi a vez de Thiago K. Ribeiro (MDB) e do poderoso presidente da Casa, Jorge Felippe (MDB), descobrirem, pelo Diário Oficial, a exoneração de seus indicados — sem um só telefonema comunicando a decisão.
Os moços ficaram chateados com a descortesia.
Desafinados
A Câmara, sempre tão gentil com o prefeito Marcelo Crivella (PRB), pode mudar o andamento do samba.
Os vereadores planejam derrubar o veto ao projeto de Carlos Eduardo (SD) que obriga a prefeitura a pedir autorização do Legislativo cada vez que pensar em vender qualquer imóvel.
E Jorge Felippe (MDB) já mandou as comissões darem andamento ao projeto de emenda à Lei Orgânica que implanta o orçamento impositivo — o que obrigaria o prefeito a respeitar os pitacos dos nobres no planejamento de gastos do Executivo.
Poder
Para a emenda à Lei Orgânica, é preciso 34 dos 51 votos. Se Felippe conseguir, é melhor Crivella pôr as barbas de molho.
domingo, 24 de fevereiro de 2019
As Feridas Do Círculo Familiar São As Que Mais Demoram Para Sarar
Por
Portal Raízes
As feridas geradas no círculo familiar causam traumas, carências profundas e vazios que nem sempre conseguimos reparar. O impacto decorrente de um pai ausente, uma mãe tóxica, uma linguagem agressiva, gritos ou uma criação sem segurança e afeto trazem mais do que a clássica falta de autoestima ou os medos que é tão difícil superar. Muitas vezes a dificuldade para resolver muitos destes impactos íntimos e privados está em um cérebro que foi ferido muito cedo.
Não podemos nos esquecer de que o estresse experimentado ao longo do tempo em idades jovens faz com que a arquitetura de nosso cérebro mude, e com que estruturas associadas às emoções sejam alteradas. Tudo isso traz como consequência uma maior vulnerabilidade, um desamparo mais profundo que leva a um risco maior na hora de sofrermos de determinados transtornos emocionais. A família é nosso primeiro contato com o mundo social, e se este contexto não nutre nossas necessidades essenciais, o impacto pode ser constante ao longo de nosso ciclo vital.
Vejamos a seguir, detalhadamente, por que é tão difícil superar estas feridas sofridas na época mais inicial de nossas vidas.
A cultura nos diz que o círculo familiar é um pilar incondicional (embora, às vezes, erre)
O último cenário em que alguém pensa que vai ser ferido, traído, decepcionado ou até abandonado é, sem dúvida, no seio de sua família. No entanto, isso ocorre com mais frequência do que imaginamos. Estas figuras de referência que têm como obrigação dar-nos o melhor, oferecer confiança, ânimo, positividade, amor e segurança às vezes falham voluntária ou involuntariamente.
Para uma criança, um adolescente e até para um adulto, experimentar esta traição ou esta decepção no seio familiar supõe desenvolver um trauma para o qual nunca estamos preparados. A traição ou a carência gerada na família é mais dolorosa do que a simples traição de um amigo ou companheiro de trabalho. É um atentado contra a nossa identidade e nossas raízes.
A ferida de uma família é herdada por gerações
- Uma família é mais do que uma árvore genealógica, um mesmo código genético, que ter os mesmos sobrenomes.
- As famílias compartilham histórias e legados emocionais. Muitas vezes estes passados traumáticos são herdados de geração em geração de muitas formas.
- A epigenética nos lembra, por exemplo, que tudo que acontece em nosso ambiente mais próximo deixa um impacto em nossos genes.
- Assim, fatores como o medo, o estresse intenso ou os traumas podem ser herdados entre pais e filhos.
- Isso faz com que, em alguns casos, sejamos mais ou menos suscetíveis a sofrer de depressão ou reagir com melhores ou piores ferramentas diante de situações adversas.
Ainda que estabeleçamos distância de nosso círculo familiar, as feridas seguem presentes
Em um dado momento, finalmente tomamos coragem: dizemos “chega” e cortamos este vínculo prejudicial para estabelecer uma distância da família disfuncional e traumática. No entanto, o simples fato de decidirmos dizer adeus a quem nos fez mal não traz, por si só, a cura da ferida. É um princípio, mas não a solução definitiva. Não é nada fácil deixar para trás uma história, dinâmicas, lembranças e vazios.
Muitas destas dimensões ficam presas à nossa personalidade, e inclusive em nosso modo de nos relacionarmos com os demais. As pessoas com um passado traumático costumam ser mais desconfiadas, têm mais dificuldade em manter relações sólidas.
Quem foi ferido precisa, além disso, se sentir reafirmado; anseia que os demais preencham estas carências, por isso muitas vezes se sentem frustrados porque poucas pessoas lhes oferecem tudo de que precisam.
Podemos chegar a questionar a nós mesmos
Este talvez seja o mais complexo e triste. A pessoa que passou grande parte do seu ciclo vital em um lugar disfuncional ou no seio de uma família com estilo de criação negativo. Pode chegar a ver a si mesmo como alguém que não merece ser amado.
A educação recebida e o estilo de paternidade ou de maternidade em que fomos criados define as raízes da nossa personalidade e nossa autoestima.
O impacto negativo destas marcas é muito intenso. Assim, muitas vezes a pessoa pode ter dúvida sobre a sua própria eficácia, sua valia como pessoa ou até se é digno ou não de cumprir seus sonhos. Nosso círculo familiar pode nos dar asas ou pode arrancá-las. Isso é algo triste e devastador, mas verdadeiro.
No entanto, há algo de que nunca podemos nos esquecer: ninguém pode escolher quem serão seus pais, seus familiares, mas sempre chegará um momento em queteremos a capacidade e a obrigação de escolher como vai ser nossa vida.
Escolher ser forte, ser feliz, livre e maduro emocionalmente é algo essencial, daí a necessidade de superar e curar nosso passado.
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